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GENTILEZA




“Nós, que passamos apressados pelas ruas da cidade, merecemos ler as letras e as palavras de gentileza” (trecho da música de Marisa Monte, homenageando o poeta que escrevia gentilezas pelas fachadas e viadutos do Rio de Janeiro).

Mas, o que é a gentileza?

Ah, é outra coisa muito esquecida, afirmaria O pequeno príncipe, caso fosse inquirido.

É uma atitude típica dos homens superiores, diriam os sábios.

É sinônimo de delicadeza, amabilidade, cortesia, respondem os dicionários. E, é, realmente, uma coisa muito esquecida nos nossos dias. Infelizmente.

Conte nos dedos: quantas pessoas gentis você conhece? Mas, não valem aqueles que se autointitulam dessa forma. Conheço pessoas que, ao se descreverem, diriam: sou gentil, educado, etc. Mas essa é a visão que elas tem de si mesmas, porque as pessoas gentis, tal qual os humildes, não se reconhecem. Pois, ainda que tenham conquistado parcela dessa qualidade, sabem que, no mesmo lugar onde ela é forjada, há um estoque infinito passível de ser conquistado. E, uma vez adquirida, ela é perene, não diminui, mas aumenta, como só acontece com os caracteres mais belos e elevados do homem.

Que dádiva ter pessoas gentis cruzando, com a gratuidade típica que carregam, o nosso caminho. E atenção: gentil não é apenas o cavalheiro que se esforça por abrir a porta, que se desdobra para pagar a conta ou se adianta para puxar a cadeira para que você possa sentar-se. Esse também o é. Mas a verdadeira gentileza elevada ao grau máximo está contida na amabilidade, cortesia e delicadeza praticadas sem se notar, sem qualquer esforço. Ela surge naturalmente. Nos pequenos gestos, nas pequenas respostas, no bem praticado de sorriso largo, com prazer verdadeiro e o riso no coração com o qual apenas as grandes pessoas são capazes de brindar, com sinceridade, o seu próximo.

Percebe-se a gentileza em muitos atos, mas, curiosamente, todos eles podem ser resumidos no ato de respeito ao próximo. E, embora obedecer às leis da vida em sociedade seja gentil, a verdadeira gentileza posta-se um degrau acima, onde mora o prazer em agir dessa ou daquela maneira. Naturalmente.

Pessoas gentis não são aquelas que pensam ter alcançado a felicidade. Mas aquelas que aprenderam a fazê-la proliferar ao seu redor.

As virtudes conquistadas carregam a graça da espontaneidade. E a simplicidade com que são prestadas, nos dão idéia do caráter daqueles que as possuem.

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