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Foi Osvaldo Montenegro quem aconselhou: "faça uma lista de grandes amigos, quem você mais via há dez anos atrás. Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais?

Tentei fazer uma lista. E percebi que a maioria daqueles de quem eu me lembrei, já não cruzam o meu caminho. Pus-me a pensar nas pessoas e lições que a vida nos apresenta cotidianamente. E no quanto deixamos de aprender com pessoas e situações do dia-a-dia. Quantas pessoas passaram pela minha vida desde que nasci? Não faço a mínima idéia. Mas, é uma multidão, com certeza. E muito dessa multidão anônima, forjou aquilo que eu sou hoje. De alguns, copiei os modos; de outros, apreendi virtudes e em outros, me espelhei.

Certa vez li um poema de Cora Coralina, no qual ela fazia uma chamada. A chamada da saudade, dos seus tempos de primário (hoje, enino fundamental). Apresentava uma longa lista e evocava a mestra que, na sua poesia, tinha às mãos um grande livro e ensinava a soletrar aos anjos.

A minha chamada é falha, porque perdeu a oportunidade de registrar todos os nomes que, em sua maioria, jamais voltarão a oferecer a oportunidade do registro.

Diante da música do Osvaldo Montenegro, percebi que já não preciso fazer uma lista. Mas, compreendi a necessidade de manter um registro, para não permitir que o tempo apague aquilo que precisa ser perene...

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