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Sobre a primavera

Setembro é o mês em que se despede do inverno e dá boas vindas à primavera. Ou, pelo menos, era. Porque, nos dias atuais, já não conseguimos mais identificar, no ano, as quatro estações com as características próprias de cada uma. Antes a gente identificava assim: dias longos, com altas temperaturas no verão. Queda na temperatura e amarelar das folhas no outono. Dias frios no inverno e o florir da primavera, onde dia e noite tem a mesma duração.

Hoje, depois de castigar impiedosamente a natureza, sofremos, em consequência, um adesordem nessa que seria a ordem natural das coisas. E, pode-se dizer que vivemos uma estação única, onde todas essas características se misturam e se entrelaçam.

Ainda bem que a primavera, que está despontando, continua a trazer o reflorir da flora terrestre. Andei notando árvores em flor pelo meu bairro. E elas parecem sorrir para nós a velha e insistente esperança de uma vida colorida, ao invés do preto e branco tradicional. É na primavera que os dias costumam se cobrir de perfume e fazer nossa alma mais leve e nossos espíritos desarmados, não obstante as angústias e o stress do dia a dia.

Dias e noites com a mesma duração. Na medida certa para dissipar e para recompor as energias. Na medida certa para sonhar.

E, para amar...

Sobre aniversário

Foi num dia 05 de setembro que eu cheguei.
De mansinho, mas logo cedo...
acho que, depois de nove meses, meu pequeno corpo queria conhecer o dia e sentir o brilho da luz do sol. Então, nasci às sete da manhã...

E, assim, muita coisa na minha vida aconteceu dessa forma.
Cedo, sai de casa.
Cedo rabisquei uns versos e cedo os publiquei (embora, hoje, fazendo um exercício de auto-crítica, eu não mais publicasse "aqueles" versos).
E, muito cedo, descobri o valor do trabalho e a alegria de estar rodeado de bons amigos.

Daquele menino da roça, restou muito pouco:
esse jeito bem humorado de encarar a vida - herança de meu pai;
esse "ar de moço bom" - herança de minha mãe
e um bornal repleto de sonhos - herança de mim mesmo...

muitas aventuras vividas,
poucas loucuras
e os amores vividos e os amores por viver.

Especialmente, a certeza de viver, outra vez, aquele grande amor...

Uma fé inabalável na capacidade de transformação que todos carregam dentro de si
e a imorredoura crença no homem - apesar de tudo.

E a espiritualidade que pulsa no mais íntimo das minhas convicções, dando-me a certeza de que, na espiral da vida, pessoas e coisas vão e vem, não necessariamente nessa ordem, fazendo a vida ser como quis o poeta: bonita, bonita e bonita...

Isso é uma pequena parte de mim.
Daquele lado que a gente arrisca a contar, porque há sempre aquelas pequenas coisas de que não temos tanto orgulho.

E, ainda bem que é assim, porque, caso contrário...
que graça que a vida teria?

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