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Lendo as notícias do dia, deparei-me com uma manchete um tanto sensacionalista, mas, cuja matéria deixou-me sensibilizado. Dizia assim: "Cirurgia rara reconstitui pênis de menino de 10 anos arrancado por poodle".

Comovente relato de uma criança que, aos seis meses de vida teve o seu órgão genital arrancado pelo cão da família. Menino pobre, lá das Alagoas, um dos Estados mais atrasados do nosso país, não obstante ter produzido um Presidente da República e apesar de ter seus políticos sob o holofote constante da mídia.

Imagina a situação dessa criança à medida em que os anos foram avançando e descobriu-se diferente dos companheiros. A vergonha de encarar os colegas. A auto estima que, ao que tudo indica era inexistente. É aqui que entra o amor incondicional e a abnegação dessa figura a quem chamamos de mãe. Há dois anos seu filho não frequentava a escola e não cansava de questionar porque ele era diferente. Ela pediu dinheiro emprestado. E foi ao Rio de Janeiro procurar ajuda.

E, considerando-se que estamos no Brasil, onde a solidariedade humana ainda é relativamente abundante no mercado, encontrou uma equipe médica que ficou sensibilizada. E fez de tudo, até trazer um profissional internacionalmente renomado para fazer a cirurgia.

E, num desses milagres da medicina, o pênis foi reconstituido a partir de um retalho da parede abdominal do paciente e, em cerca de sete anos, através de nova cirurgia, será possível implantar uma prótese que o ajudará a ter uma vida sexual ativa.

Viva a solidariedade!!!

Sobre "Quase famosos"

Essa cena é do filme "Quase famosos": os integrantes da Banda Stillwater e o jornalista William Miller, alter ego do diretor Cameron Crowe estão voltando de um aturnê quando o vôo passa por uma turbulência. Desesperados e pensando que vão morrer, começam as confissões: uns assumindo ter dormido com a mulher do amigo, outro declarando-se gay e todos cobrando algo de todos. Verdadeira lavanderia de roupas sujas... passada a turbulência e descobrindo-se vivos, desembarcam de ressaca moral: o gay não sabe onde enfia a cara e ninguém consegue olhar na cara de ninguém. Essa é uma das cenas mais engraçadas desse filme, uma combinação de comédia e drama na medida certa, que, não sei como, demorei tanto a assistir e cheguei ao fim com um gostinho de quero mais. Depois da versão de cinema, assisti à versão do diretor... e continuo querendo mais... mesmo não tendo, até aqui, maiores interesses em um fime sobre a história do rock. Mas, talvez seja por isso que o filme tenha me encantado tanto: trata do rock'n roll de uma forma mais comedida, como só a ficção poderia fazer. Ao contrário dos filmes biográficos que retratam as bandas de rock, como o Sex Pistols (o filme chocou meio mundo quando foi lançado), The Doors e as histórias de Ray Charles e Jerry Lee Lewis, "Quase famosos" é uma obra de ficção, ainda que a banda ali retratada tenha saído da tela grande para a fama. E, enquanto ficção, o sexo é comedido, passando longe da promiscuidade que o meio sugere, a droga é permitida e todos são companheiros. Na verdade, o filme é uma celebração à música e, como tal, passou a fazer parte da minha lista de preferidos.

E me deixou com uma sede de Bob Dylan, David Bowie, Black Sabbath, Led Zeppelin, Rolling Stones, Beatles... para focar apenas algumas das referências do filme...

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