Blogger Template by Blogcrowds

Este blog nasceu em quinze de dezembro de 2008. É, ainda, um bebezinho que necessita muitos cuidados e muita atenção. Felizmente, recebe muitas visitas e, recebe, igualmente, muitos mimos, tantos que, na maioria das vezes não é merecedor. Mantê-lo, não é muito fácil, pois às vezes insiste em querer alimentação nas horas mais estranhas do dia ou da noite. E é nesses momentos que precisa receber umas linhas, caso contrário a idéia foge e, pelo menos aquela já não volta mais. Mas, o prazer de conhecer e conviver, pelo menos virtualmente com pessoas e culturas diversas, esse é inigualável e é o segundo motivo da escrita. O primeiro é a satisfação pessoal, que independe de qualquer outro estímulo externo. Aliás, se não há prazer, escrever para que? Ou, para quem? Que o diga algumas pessoas especiais que costumam, nas suas andanças, dedicar um tempinho a esse recem nascido (com ou sem hifen?) Que o diga o Bis que transformou-se em um "ombudsman" das letras que pingam por aqui e já foi responsável por um texto postado e retirado em seguida, por não estar "à altura" da "linha editorial". Foi a única vez que escrevi algo sobre o Big Brother Brazil. Em outra oportunidade, o texto foi reescrito e nada restou do original, porque o "tom emocional" com que foi escrito também não combinava com o estilo "light" que foi proposto aqui. E eu que pensava guiar, sozinho, as minhas próprias mãos!

Mas, nesses pouco mais de três meses, teve o carinho de Abel, Lou, Lara. Uma família inteira que, vez por outra, vem beber da fonte. É por isso que as águas que correm por aqui precisam estar sempre limpas e sempre abundantes...

Essa coisa de citar nomes é cruel, porque acabamos por ser injustos. E eu serei, de qualquer maneira, com amigos que se fazem presente aqui. Mas, já que sentei para escrever sobre as chuvas e o grito de socorro da natureza, assunto que ficará para o próximo post, preciso agradecer à Babi (anda sumida!) que, em uma de suas passagens deixou um mimo em forma de selo, à Valéria, também apaixonada pelas palavras, que alimenta quase todos os posts e causa tristeza quando não o faz e, ainda Marcos Martino, músico, amigo e conterrâneo de cuja presença já nos acostumamos...

Glauco passou por aqui ainda em dezembro, quando os primeiros textos eram escritos. Trouxe o primeiro selo e o primeiro incentivo e, daí em diante...

daí em diante, que coisa estranha. Penso escrever sobre um assunto e sai outro... agora, por exemplo, sentei-me para escrever sobre as chuvas. As águas de março, famosas na música de Jobim, que agora transformaram-se em "enchentes de março", um pedido de socorro do planeta, face às reiteradas atitudes do homem. Mas, como esse foi o assunto que mais abordei até o momento, talvez por isso, pensei chuvas e falei de amigos. Quer coisa melhor?

Toledo é um pequeno povoado que está situado entre a Sede do município de Alvinópolis e o Distrito de Fonseca. É daqueles lugares onde a infância é construída ou vivida de forma lúdica, onde ao lazer, mistura-se a necessidade de colaborar com o trabalho executado pela família e onde o sobrenatural há muito tornou-se rotina de situações naturais entre os habitantes. Do que vivi ali, lembro-me dos muitos casos de situações verídicas vividas pelo meu pai e que, oportunamente, serão transformados em exercícios literários. Lembro-me, igualmente, do meu irmão mais velho chegar em casa, muito tarde, naqueles horários que a minha mãe classificava de “horas mortas”, tremendo dos pés à cabeça, depois de ter sido apedrejado por criaturas invisíveis. Crédula, até a raiz dos cabelos e cheia de razão, mãe não cansava de repetir que já lhe avisara para não ficar jogando truco até aquelas horas na casa dos outros. Acrescente-se que não tínhamos energia elétrica no povoado, o que dava ao lugar ares de mal assombrado, tão logo passava das seis horas...

O que eu vou contar hoje, aconteceu em um domingo. E nossos domingos eram agitados. Tinha culto na igreja, que, a propósito, era em frente à minha casa, os rapazes jogavam futebol no campo, muitas vezes, recebendo times de povoados próximos, como Zamparina, Contendas ou Cata Preta, o almoço era especial e a tarde era animada com os três butecos que havia abaixo do adro da igreja abrindo suas portas para vender bebidas, salgados e outros produtos. Tudo em temperatura ambiente, já que não havia gelo em decorrência da ausência de energia elétrica. No final do dia, os mais velhos que jogavam bingo permitiam que nós, crianças, gastássemos as parcas moedas que o pai nos dava para um pouco de diversão com eles. Viravam as caras à nossa participação, já que, ganhávamos e abandonávamos o jogo em busca de outros interesses.

Mas, nesse domingo, aconteceu algo diferente. Foi na casa de Tião de Caxambu, carvoeiro que trabalhava para Vivi, da Fazenda da Limeira. Morava com a família lá no alto da Mata, onde a sua mulher passava o domingo sozinha, já que todos estavam fora. Foi no final da tarde que a coisa aconteceu. Alguém chegou trazendo a notícia de um pedido de socorro, que a mulher estava trancada em casa, cercada por um bicho esquisito. Ai começaram as versões. Que bicho era esse? De onde viera? Seria de outro mundo? Os homens correram em casa, pegaram as armas e arriaram os cavalos. Meu pai pegou a espingarda que ficava pendurada entre dois pregos na sala e que ajudava a espantar os pretensos namorados das meninas, juntou-se aos demais e saíram a galope.

Não sei quanto tempo durou a missão de salvamento. Lembro da nossa ansiedade para saber que bicho era aquele e não parávamos de dar palpites. Acho que, pelo menos entre as crianças, ninguém se preocupou com os homens, já que, não imaginávamos que eles correriam algum risco. Eu, de minha parte, sempre tive no meu pai um super homem e, diante dos casos que ele contava, de situações que vivera, isso não era nada.

Voltaram quando já escurecia. Corremos ao encontro dos cavalos que apareceram na estrada. Vinham rindo, conversando. E fez-se uma roda: todos queriam saber, afinal, que bicho era aquele. E foi um misto de alívio e decepção: Nada de sobrenatural. Nada de bicho do outro mundo. Era só uma capivara, que, acuada, foi morta e teve a carne dividida entre os homens que participaram da missão. Pelo visto, era bem grande...

Naquele dia, em todas as casas do povoado, além do almoço especial de domingo, o bicho da mata proporcionou uma novidade: o jantar de domingo. E a mulher do Tião passou a ser olhada com desconfiança: afinal, que mulher é essa, que mora na mata e não conhece uma capivara?

Hoje, quem assistir a um episódio do desenho “Os Jetsons” e se deparar com o personagem Cosmo Spacelly digitando uma carta à sua secretaria-robô, não deve estranhar. Mas, para a época em que foi produzido, tudo ali era futurista. O computador que corrige a palavra digitada, a própria secretária, o prédio onde a empresa está instalada e os meios em que se chega até ela. O seu empregado George é o chefe da família que dá nome à série. É casado com Jane, uma dona de casa que adora fazer compras no shopping e eles tem dois filhos adolescentes: Judy, que, naturalmente, se preocupa com namoros, compras e o seu visual, além de estudar biologia e Elroy, de dez anos, um gêno precoce das ciências espaciais. Ah, e tem , ainda, o cachorro Astro, que se joga em George, tão logo ele chega em casa. Completa a família a empregada Rosie, um robô de um modelo fora de linha,mas que a família adora e não tem coragem de trocar por um novo.

“Os Jetsons” é um dos desenhos animados que mais empolgação me causava na infância. Seja pelo fato de a história girar em torno de uma família comum, embora em um cenário futurista, seja por causa desse mesmo cenário que, entre outras coisas, trazia um céu congestionado por carros voadores.

Carros voadores? Isso mesmo. E, parecia fantástico até recentemente. Mas já não é. Está previsto para 2011 o lançamento do Transition, um híbrido de carro com avião, ou seja, um carro voador. Por enquanto, funcionando a gasolina, o veículo pode alcançar até 85 km/h e tem autonomia de vôo de mais de 700 km.

Daqui a pouco, estaremos voando, nós mesmos, com algum equipamento acoplado ao corpo, sem a necessidade de veículos, como já aconteceu em um experimento recente. E, como também acontecia com a família Jetson, quando George deixava os filhos na escola e a mulher no Shopping: desciam dentro de uma cápsula que era ejetada do seu veículo voador.

Parece que a dupla Hanna-Barbera, criadores desse e de mais uma infinidade dos desenhos que animou momentos preciosos de nossa vida antecipou a realidade que estava por vir. Pena que não anunciou o fim do congestionamento do trânsito, mas, apenas a sua transferência para o espaço aéreo...

Vejamos algumas manchetes dos jornais de hoje: "Mãe acusada de vender a filha", "Batidas levam 47 pessoas por dia ao HPS", "Acidente mata seis em Rodovia", "Sobrinho atira no próprio tio", "Estudante é morto na porta de escola"... melhor parar por aqui.

Essa semana, em Brasília, conversava com o amigo Jorge Coutinho, ator e atual presidente do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro, sobre a criação de oportunidades para jovens e adolescentes em situação de risco social. Houve um momento da conversa em que, diante da recapitulação de tantas barbaridades que andam acontecendo, que eu falei que, às vezes, penso que o Rio não tem mais solução. Este post é para corrigir o meu raciocínio. A violência deixou, há muito, de ser exclusividade dessa ou daquela região, em que pesem as diferenças de métodos e a regularidade com que acontecem no Rio de janeiro. A violência, globalizada muito antes que soubéssemos da existência dessa expressão, ganhou o Brasil, de norte a sul, com situações que, se descritas em detalhes, acabaria com o pouco de fé que ainda temos na espécie humana. E, deixando de ser um problema das cidades grandes, espalha-se como uma praga pelo interior. Exemplo é a minha pequena Alvinópolis, onde casos de estupro, homicídios e assaltos estão passando a ser encarados com naturalidade pelas pessoas. Tráfico e uso de drogas então, já faz parte da rotinae, recentemente, até uma tentativa de sequestro ocorreu.

O problema da banalização da violência é que passamos a enxergar qualquer notícia dessas que vendem as edições dos jornais e mantém atenção nos noticiários televisivos como coisa normal. Aos poucos vamos perdendo a nossa capacidade de indignação, único fator que pode contribuir para mudar a situação atual.

Vide o exemplo da menina de nove anos, grávida em decorrência dos abusos cometidos pelo padastro. A discussão que ocupou a maior parte do noticiário foi a excomunhão dos médicos que fizeram o aborto, pelo Arcebispo de Olinda. E aquilo nem deveria ser tratado sob a ótica de uma prática abortiva, mas, uma questão de ética médica, já que, a partir do momento em que aquele útero não suportaria a gravidez e, na iminência de a mãe não dar conta de levar adiante a gestação, o que haveria a fazer? Salvá-la, é claro. Ainda bem que essa Instituição perdeu qualquer condição de julgamento das atitudes do homem, a partir das proprias atitudes que vem tomando ao longo da história.

O que é uma excomunhão, senão um julgamento e a condenação de uma atitude? A meu ver, é anticristão, já que os ensinos Cristãos mandam, expressamente, que nos abstenhamos de julgar. Porque não propor soluções que humanizem as pessoas, reduzindo, assim, a incidência das barbaridades que se anda cometendo por ai, sobretudo contra crianças e adolescentes? Porque não reforçar os valores e os laços familiares já que o enfraquecimento da instituição família está na raiz de muitas das notícias que enchem as páginas policiais?

Enquanto a gente se cala, o mal avança. Até o dia em que venha a bater em nossa porta. E aí será tarde demais.

Manel vinha descendo a Av. Tereza Cristina, a partir da Cidade industrial. Estava voltando de um chopp com os amigos, depois do trabalho. Era sexta-feira e, solteiro, não tinha satisfações a dar. Foi assim que desceu, desceu e, de repente... "opa! Como é que uma moça fica andando assim neste local, nessa hora da noite?" E Manel parou o carro. "Moça, cê não deve ficar andando aqui sozinha nesse horário. É perigoso". E ela: "uai, o que você propõe?" "Uma carona", animou-se todo Manel. "Te dou uma carona". "Pra onde você vai?", ela quis saber. E ele: "pra onde for bom para você". Foi ai que a morena entrou e ele pode observá-la melhor. "Que tantão", pensou ele, reparando nas "curvas" e imaginando se ela ia querer algo com ele, ao mesmo tempo em que lamentava-se por não ter nenhuma bala, nenhum halls ao ao alcance da mão. E ela: "pode continuar descendo, ai depois te mostro onde você entra à direita". Manel pisou fundo e ela mostrando o caminho, à direita, esquerda, esquerda novamente e..."pode entrar ali". "mas, aqui é o Red...ah, meu Deus". Fazer o que, àquela altura do campeonato? Em instantes, lá estava Manel e a desconhecida, devidamente instalados. Nem perguntara seu nome e, agora, quem é que ia querer saber de nome? Melhor aproveitar, antes que ela mudasse de idéia. Nem pensou duas vezes. lambuzou-se até se fartar. Depois, deitado de barriga pra cima, ele resolve puxar assunto: "moça, mas você, hein?" E ela: "Me leva agora". E ele: "para onde?" "para o lugar onde você me pegou, uai!" Manel estava confuso, mas, nas circunstâncias, melhor obedecer. Vestiram-se, ele pagou a conta e sairam. Já no mesmo local onde a vira, ela pediu: "pode parar aqui. São cincoenta reais". "Cincoenta reais o que?" "O programa, uai". "Mas eu não pedi nada", respondeu Manel, o sem noção. E arrancou, quase carregando consigo a perna da 'moça'. "Eu, hein. Esse mundo tá doido mesmo. A moça me pede carona e ainda quer receber?", pensou enquanto acelerava, relaxado, pronto para descansar do dia cansativo que tivera.

Tem noção nenhuma esse Manel.

Sobre o amor premiado

É muito bom acompanhar histórias de superação. É muito bom assistir injustiças que são corrigidas. Mas é melhor ainda quando tudo isso se junta para dar origem a uma boa histórias. E boas histórias tem conteúdo, tem romance e tem lição de vida. Em uma boa história os personagens tem garra, tem força, são testados até o limite. E tem, sobretudo, alegria de viver. Esse é o caso de “Quem quer ser milionário”, o filme que arrebatou a Academia de Ciências e Artes de Hollywood em 2009 e ganhou oito dos dez oscars a que concorria. Além dos prêmios principais melhor filme e direção, saiu atropelando os concorrentes e foi premiado por “fotografia”, “roteiro adaptado”, “mixagem de som”, “montagem”, “canção” e “trilha sonora original”. Um espanto, quando se leva em conta o baixo custo de produção e o fato de não haver, no filme, nenhuma estrela de Hollywood. Pelo contrário, meninos da periferia de Mumbai, na Índia, a exemplo do nosso “Cidade de deus” que usou atores da favela de mesmo nome, no Rio de Janeiro e, só não foi indicado ao prêmio de “Melhor filme” em sua época, por ter sido considerado “violento demais”, argumento que não foi usado na edição atual do Oscar, talvez pelo fato de ter um diretor conhecido desde a década de 90.

“Quem quer ser milionário” é o título de um programa de auditório, que lembra o nosso antigo “Show do milhão”, onde o indiano Jamal Malik está concorrendo ao prêmio de 20 milhões de Rúpias. No início, você é informado de que ele está em 10 milhões e está a uma pergunta de levar o prêmio máximo. Mas, como ele conseguiu? Como um menino pobre, nascido na favela e sem estudos conseguiu acertar as respostas das perguntas que lhe foram feitas? Ele trapaceou? Ele é sortudo? Ele é um gênio? Ou está escrito? A resposta virá no final, porque, antes, você vai acompanhar a trajetória de Jamal, do seu irmão Salim e de Latika. E vai descobrir que as situações propostas no programa se confundem, todas, com a sua história de vida.

Ao longo do filme, ele vai se superando, perdendo muito e ganhando quase nada. Mas acumulando experiências que serão fundamentais para enfrentar o programa de auditório. O melhor de tudo, talvez seja a motivação para que ele participasse do programa. Porque, o filme, ao final, revela-se uma história de amor.O amor que faz o homem trafegar por caminhos jamais sonhados ou imaginados na vida. O amor que premia aquele que o sente verdadeiramente.

É esse amor que foi premiado pelo Oscar.

O Dia Internacional da Mulher é uma homenagem a um episodio tragico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres de uma fabrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra suas condicoes de trabalho. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias.

Mas a rebeliao foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelas, que morreram carbonizadas dentro da fabrica. Em 1910 surgiu a ideia de se criar uma data para homenagear essas operarias e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembleia Geral das Organizacoes das Nacoes Unidas (ONU) decretou o dia 8 de marco como Dia Internacional da Mulher.

No Brasil, o direito ao voto so e reconhecido na Constituicao de 1934. A primeira governadora eeleita 60 anos depois. De acordo com dados da Fundação Carlos Chagas, no periodo de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que o dos homens foi de 40%.

Hoje, a parcela feminina representa 41% da população economicamente ativa, com 30 milhoes de mulheres no mercado de trabalho. No setor educacional, a ascensão da mulher revela-se na presença de 57% em estudantes do 2° grau e ensino superior.

De acordo com a ONU, 25% das brasileiras sao vitimas constantes de violencia no lar. Em apenas 2% dos casos, o agressor e punido e, em cerca de 70%, esse agressor e o marido ou companheiro.

Segundo o Ministerio da Previdencia Social, existem atualmente 9 milhoes de donas-de-casa no Brasil. Ate mesmo as cerca de 40 milhoes de mulheres que ocupam postos no mercado de trabalho, formal ou informal, acabam desempenhando atividades domesticas. Ou seja, no mundo contemporaneo ainda cabe, ao sexo feminino, a tarefa de cuidar do lar e da familia.
(Retirado do site: www.buscafeminina.com)

Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial