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Estou lendo “A Pausa do Tempo” e pensando: bendita hora em que o mundo virtual me trouxe Valéria Martins (pausadotempo.blogspot.com). Pensando nisso, eis que, de repente, deparo-me com o texto “Provérbios”, como os demais textos do livro, abordando situações corriqueiras do nosso dia a dia. Fui lendo e pensando na frase do seu amigo: “A gente pensa que resolve os problemas, mas, eles se resolvem sozinhos” e pus-me a analisar a minha relação com essa expressão. Sempre disseram que aparento não ter problemas. Sempre de bom humor. Porque o bom humor foi a maneira que escolhi para ser feliz. E os problemas, elo de ligação de todos os habitantes do amado planeta?  Como ficam? Cada um sabe a maneira de resolver os seus. Quanto a mim...





EU RESOLVO MEUS PROBLEMAS COM MÚSICA CLÁSSICA

Adotei uma máxima em relação aos problemas, essa expressão que a gente não consegue dissociar da vida humana: a maioria daquilo que chamamos  problema é criação da nossa mente. Diria que, pelo menos noventa por cento deles são fictícios. E os dez por cento restantes dividem-se entre os que tem solução e os insolúveis. Destes últimos não precisamos nos ocupar: estão resolvidos por si mesmos. E, portanto, não constituem problema...

Eu só considero um problema aquilo que consegue interferir em meu bom humor. E, por mais que uma situação desfavorável consiga encontrar caminho no labirinto da minha mente para roubar a paz de espírito, é apenas uma situação desfavorável. E terá vida curta. “Isso também passa”, era o mantra usado pelo médium Chico Xavier. E é o mantra que adotei para mim mesmo. Passa. E dura exatamente o tempo da audição de uma peça clássica.

E não serve qualquer compositor. Porque os labirintos da minha mente exigente fecham-se apenas quando se deleitam na música. Momentos de tranqüilidade requerem sons mais tranqüilos. Momentos de intranqüilidade pedem sons mais eufóricos. Para grandes problemas, a mente exige Wagner. “Ele era antissemita”, avisam-me, solenemente, alguns amigos. Comentário, com a mesma solenidade, ignorado por mim. Wagner me faz bem. É o “rock” que inebria as fibras do meu corpo. Um antídoto para problemas aparentemente difíceis.

Antídoto como também o são Verdi, Ravel, os concertos para violino de Vivaldi. E, depois deles, quando necessito ânimos asserenados, restam, ainda, as sinfonias de Beethoven, Haendel, Grieg e outros. Muitos outros.

Tem para todos os problemas. E, para momentos sem problemas, servem todos. Serve “A sagração da primavera”, de Stravinski, para deleite da alma. Serve “A paixão segundo São Mateus”, de Bach, para deleite do espírito...

Tudo somado, não há problema que resista. E, quando eles são expulsos da mente, estão resolvidos. Este é o meu segredo para uma vida sem problemas, ou melhor, para uma vida de problemas curtos. Resolvíveis.

Meu tempo não pausa para o mau humor...



1 comentários:

Verdade Vander, e você já percebeu que todas as histórias que nos foram contadas na infância, as quais nos faziam sonhar, foram embaladas por músicas clássicas? E ainda existem pessoas que dizem não terem ouvidos apurados para tais melodias...

8:38 PM  

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