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Sobre doação de órgãos

O nome dela é Iza. Minha conterrânea, de Alvinópolis tem 16 anos e até a semana passada tinha uma vida normal. Repentinamente, notou alterações na coloração da urina e olhos amarelados. Sintomas de hepatite, que evoluiu rapidamente, ganhando contornos de gravidade inesperada. De Iza passou a ser prioridade absoluta na fila de transplantes de fígado, a única possibilidade de voltar a levar uma vida normal.

Minha cidade tem ares de arraigada religiosidade. E um índice de solidariedade que supera quaisquer expectativas. E, tão rápido quanto a evolução do quadro clínico da menina Iza, a cidade de uniu em preces. E o novo fígado chegou.

Essa situação me fez pensar na brevidade dessa existência. E na beleza dos atos daqueles que se transferem para um novo plano e permitem que seus orgãos animem outros corpos. Foi pensando nisso que encontrei esse vídeo no youtube. Ele fala por mim:

2 comentários:

Que bom que o fígado chegou, porque normalmente demora, né? Mas as preces ajudaram.

Conheço uma história triste de um homem cujo único familiar compatível não quis doar um rim. Foi preciso "comprar" de outra pessoa, o transplante não deu certo e ele se foi. Cruzes!

Viva a Iza!

8:57 AM  

Pois é, Valéria.
No mesmo dia em que escrevi esse post o coração da Isa deixou de bater. Ele não resistiu, depois de esperar 6 dias pelo transplante, quando a doença mata em 72 horas.

...

É preciso, sempre, alertar os familiares sobre doação, mas, como a gente pode interpretar os sentimentos das pessoas quando perdem um ente querido, né?

8:22 AM  

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