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Sobre o amor premiado

É muito bom acompanhar histórias de superação. É muito bom assistir injustiças que são corrigidas. Mas é melhor ainda quando tudo isso se junta para dar origem a uma boa histórias. E boas histórias tem conteúdo, tem romance e tem lição de vida. Em uma boa história os personagens tem garra, tem força, são testados até o limite. E tem, sobretudo, alegria de viver. Esse é o caso de “Quem quer ser milionário”, o filme que arrebatou a Academia de Ciências e Artes de Hollywood em 2009 e ganhou oito dos dez oscars a que concorria. Além dos prêmios principais melhor filme e direção, saiu atropelando os concorrentes e foi premiado por “fotografia”, “roteiro adaptado”, “mixagem de som”, “montagem”, “canção” e “trilha sonora original”. Um espanto, quando se leva em conta o baixo custo de produção e o fato de não haver, no filme, nenhuma estrela de Hollywood. Pelo contrário, meninos da periferia de Mumbai, na Índia, a exemplo do nosso “Cidade de deus” que usou atores da favela de mesmo nome, no Rio de Janeiro e, só não foi indicado ao prêmio de “Melhor filme” em sua época, por ter sido considerado “violento demais”, argumento que não foi usado na edição atual do Oscar, talvez pelo fato de ter um diretor conhecido desde a década de 90.

“Quem quer ser milionário” é o título de um programa de auditório, que lembra o nosso antigo “Show do milhão”, onde o indiano Jamal Malik está concorrendo ao prêmio de 20 milhões de Rúpias. No início, você é informado de que ele está em 10 milhões e está a uma pergunta de levar o prêmio máximo. Mas, como ele conseguiu? Como um menino pobre, nascido na favela e sem estudos conseguiu acertar as respostas das perguntas que lhe foram feitas? Ele trapaceou? Ele é sortudo? Ele é um gênio? Ou está escrito? A resposta virá no final, porque, antes, você vai acompanhar a trajetória de Jamal, do seu irmão Salim e de Latika. E vai descobrir que as situações propostas no programa se confundem, todas, com a sua história de vida.

Ao longo do filme, ele vai se superando, perdendo muito e ganhando quase nada. Mas acumulando experiências que serão fundamentais para enfrentar o programa de auditório. O melhor de tudo, talvez seja a motivação para que ele participasse do programa. Porque, o filme, ao final, revela-se uma história de amor.O amor que faz o homem trafegar por caminhos jamais sonhados ou imaginados na vida. O amor que premia aquele que o sente verdadeiramente.

É esse amor que foi premiado pelo Oscar.

1 comentários:

Pois é...o amor levou Dante ao inferno. O filme tem realmente muitas virtudes e você já explicitou quase todas. Mostra uma India diferente daquela que passa no folhetim global. Na minha opinião, a única coisa que destoou um pouco foi a dança no final do filme,já nos créditos, juntando todo o elenco numa coreografia mezzo Americana, mezzo indiana. Mas é apenas uma opinião. Bollywood derrotando Hollywood. Quem diria...

5:03 PM  

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