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Sobre Manel, o sem noção

Manel vinha descendo a Av. Tereza Cristina, a partir da Cidade industrial. Estava voltando de um chopp com os amigos, depois do trabalho. Era sexta-feira e, solteiro, não tinha satisfações a dar. Foi assim que desceu, desceu e, de repente... "opa! Como é que uma moça fica andando assim neste local, nessa hora da noite?" E Manel parou o carro. "Moça, cê não deve ficar andando aqui sozinha nesse horário. É perigoso". E ela: "uai, o que você propõe?" "Uma carona", animou-se todo Manel. "Te dou uma carona". "Pra onde você vai?", ela quis saber. E ele: "pra onde for bom para você". Foi ai que a morena entrou e ele pode observá-la melhor. "Que tantão", pensou ele, reparando nas "curvas" e imaginando se ela ia querer algo com ele, ao mesmo tempo em que lamentava-se por não ter nenhuma bala, nenhum halls ao ao alcance da mão. E ela: "pode continuar descendo, ai depois te mostro onde você entra à direita". Manel pisou fundo e ela mostrando o caminho, à direita, esquerda, esquerda novamente e..."pode entrar ali". "mas, aqui é o Red...ah, meu Deus". Fazer o que, àquela altura do campeonato? Em instantes, lá estava Manel e a desconhecida, devidamente instalados. Nem perguntara seu nome e, agora, quem é que ia querer saber de nome? Melhor aproveitar, antes que ela mudasse de idéia. Nem pensou duas vezes. lambuzou-se até se fartar. Depois, deitado de barriga pra cima, ele resolve puxar assunto: "moça, mas você, hein?" E ela: "Me leva agora". E ele: "para onde?" "para o lugar onde você me pegou, uai!" Manel estava confuso, mas, nas circunstâncias, melhor obedecer. Vestiram-se, ele pagou a conta e sairam. Já no mesmo local onde a vira, ela pediu: "pode parar aqui. São cincoenta reais". "Cincoenta reais o que?" "O programa, uai". "Mas eu não pedi nada", respondeu Manel, o sem noção. E arrancou, quase carregando consigo a perna da 'moça'. "Eu, hein. Esse mundo tá doido mesmo. A moça me pede carona e ainda quer receber?", pensou enquanto acelerava, relaxado, pronto para descansar do dia cansativo que tivera.

Tem noção nenhuma esse Manel.

3 comentários:

Parabéns, Vanderlei. Gostei demais do conto. A princípio fiquei até pensando:- Meu Deus, será um certo Manel que conheço...mas quando foi esclarecido que tinha carro, vi que não era. Mas gostei bastante. A história daria um excelente roteiro para um curta.

8:43 AM  

"Moça,cê não deve ficar andando
aqui sozinha nesse horário.
É perigoso"
Perigoso pra quem?...rsrs
Como diz o ditado "quem vê cara não vê coração."

1:50 PM  

Ei Vanderlei, esse estilo de conto cai muito bem pro Alvinews também viu.
Ficou ótimo.
Abraço.

1:11 PM  

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