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Sobre a minha "doce vida"

Hoje, nos corredores da Câmara Municipal, uma moça ofereceu-me uma bala: "para adoçar a sua vida", ela disse. "Mas a minha vida já é doce", retruquei. E completei para mim mesmo: "vou contrair um diabetes". Saí desse breve encontro pensando na minha "doce vida"...

Preciso fazer uma pausa para um breve comentário: "A doce vida" é, na verdade, uma das obras primas de Fellini, cujo título, por acaso, veio ao meu encontro no exercício literário do dia. E será que a minha vida tem algo a ver com esse clássico? Talvez, até tenha, pois lá está Marcello Mastroiani curtindo os atrativos da vida moderna, na descrição de Fellini. E aqui estou eu, descrevendo a minha busca pela doçura do equlíbrio em meio a essa mesma modernidade que continua privilegiando os valores do parecer e do ter, em detrimento do "ser". Não faz muito tempo, assisti "Elza e Fred", uma comovente história de amor em que a personagem principal tem na sua sala de estar um quadro de Anita Ekberg, em "A doce vida" e sonha reproduzir, ela mesma, a sequência célebre do filme, na Fontana de Trevi, desejo que, emocionada, acaba realizando. Ainda bem que esses filmes vieram se intrometer na minha escrita. Preciso revê-los, mas...

voltando à doçura da minha própria vida, que está longe da vida de prazeres do Mastroianni, saí pensando em como a vida costuma nos colocar diante de situações curiosas: mesmo em meio ao turbilhão de afazeres e de problemas a solucionar, há ensejo para que se mantenha a vida pessoal "doce", embora a rodeie a amargura. No meu caso, até os meus poemas, que sempre tiveram uma carga melancólica muito grande, estão aos poucos, cedendo espaço para a prosa, leve e nada melancólica. Deve ser sinal de que aquele estado de espírito já me abandonou.

À medida que o tempo passa, parece que sou tomado de uma certa paz de espírito, que insiste em permanecer em mim, mesmo quando o caos impera em derredor. Não costumo perder a calma, até porque virtude, uma vez conquistada, não mais se perde. Alguém já me disse que a isso se chama maturidade. E eu, que sempre me orgulhei de ter sido um menino precoce em quase tudo o que fiz, começo a temer a precocidade da calmaria. Porque ela costuma anteceder a velhice...

6 comentários:

Tome cuidado mesmo!
Além dos diabetes temos ainda o excesso de peso, as cáries ...
Principalmente você que precisa fazer um controlezinho de peso [rsrsrsr]
Estou reformulando os meus blogs, sabia?
Visite lá para você ver:
www.setimoconesb.exaluno.org.br

Espero que goste.

8:53 AM  

Oi! Ah, não sei se é questão de maturidade, não. Acho que é uma escolha da maneira de ver a vida, ou um fruto que se colhe de algo que foi plantado lá atrás. De qualquer modo, é muito melhor uma vida doce do que amarga.

Viva a doçura!!!

12:10 AM  

Não acredito muito nisso, mas se verdade for, tempere um pouco e solte-se mais.
Bj!

9:43 PM  

Oi Vander!
Estou de volta.

Andei sumida porque josé Lins do Rego ando tomando muito meu tempo,
Mas meu escritor preferido é vc.rsrs
Não consegui ler seu blog ainda não
porque para mim as letras estão aparecendo pequenininhas,vou verificar.Bjs

6:47 PM  

Nas suas duas últimas postagens vc fala do tempo.
Eu particularmente acho o tempo
uma grande invenção do criador.
O tempo é capaz de nos esclarecer qualquer dúvida que nem um sábio saberia como fazer.

12:52 AM  

Deixa de ser resmungão!!!

11:06 PM  

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