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Sobre infância roubada

O seu nome é Omar Khadr. E ele está preso na base militar de Guantánamo, a prisão que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama mandou desativar. Apesar das raizes familiares no Afeganistão, Omar é um cidadão canadense, o único ocidental naquela prisão. O que espanta é o fato de ele estar lá há mais de seis anos, acusado do lançamento de uma granada que matou um soldado norte-americano. Acontece que há dúvidas sobre a autoria do crime que lhe é atribuído. Mais: a família alega que ele não é a criança soldado que dizem ser. Pelo contrário: teria sido levado pelo pai ao Afeganistão para servir de intérprete, por saber falar pashtun, a lingua oficial do Afeganistão.

Omar foi preso em 2001, aos 15 anos. Uma criança. Mais um desses de quem os adultos abusam e de quem arrancam a infância. Apesar de ter crescido nos orfanatos que o pai criou no Paquistão e nos campos de treino da Al Qaeda, no Afeganistão, o que ele gostava mesmo era de brincar com um primo e assistir desenhos animados no Canadá, onde residem seus parentes mais próximos.

Agora, preso e torturado aos 15 anos, acusado de um crime que, provavelmente não cometeu e, se o fez, talvez sequer tivesse condições de escolhas contrárias, o agora jovem Omar está cego e esteve à beira de ser julgado e, muito provavelmente, condenado à prisão perpétua. Até o presidente Obama assumir e suspender todos os processos em andamento.

Tomara que, apesar das agruras que tem passado, ainda haja tempo de resgatar a dignidade do "miudo assustado e reservado", como ele foi descrito por um britânico libertado pelos Estados Unidos, que dividira a cela com ele em Cabul, no ano de 2005. É impressionante o número de crianças soldado naquelas regiões de conflito. São aliciadas e armadas desde muito cedo. E, como muitas crianças no Brasil, são privadas daquilo que a gente tem de mais puro em nossas vidas, que é a infância.

Tomara que os protestos que começam a crescer em favor do jovem Omar Khadr, possam convencer os Estados Unidos a respeitarem os protocolos de proteção à criança e à adolescência, de que são signatários e fazer como os tribunais de Serra Leoa, Ruanda, Bósnia e Camboja, que decidiram não julgar as crianças, por entendeream que elas são vítimas.

O problema é que os Estados Unidos, "a maior democracia do mundo", entendem que os protocolos que assinaram os impede de "usar crianças soldado", mas, não os impede de julgá-las...

2 comentários:

olá realmente to sumida...
obrigadaaaa...
to muito feliz...
bjão

8:48 PM  

Caraca, não sabia dessa história, deve ter tantas assim lá. Mas sabe devemos ter fé, mas nada recuperará o tempo que esse menino perdeu.
É uma pena que os EUA se posicionam em tudo, e espero que Obama faça algo de diferente e que o mundo tenha fé nesse país que não posso nem expressar raiva que sinto do comportamento deles.
Graças ao presidente anterior que nunca mais apareça.

12:07 AM  

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