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Sobre a alegria

Às vezes eu fico imaginando que a alegria é uma velhinha de óculos sempre de bem com a vida, daquelas que já viveu todas as coisas boas e as coisas más que a vida tira da cartola para nos servir em nosso dia a dia. E, por já ter passado por um itinerário de realizações e frustrações, sobrou-lhe tempo para as observações. E, do alto de sua experiência e sapiência conquistadas, é feliz emsi mesma, sem nenhum motivo especial ou aparente.

Por outro lado, imagino que não precisamos esperar a velhice chegar, com todo o seu acúmulo de experiências para vivenciar o prazer diário de distribuir alegria. Não é necessário esperar um evento especial, ou uma data ou, ainda, uma realização, para compartilhar o prazer da alegria. Como bem diz Rubem Alves em seu livro "O Retorno E Terno": "é preciso muito pouco. A alegria está muito próxima. Mora no momento. Nós a perdemos porque pensamos que ela virá no futuro, depois de algum evento portentoso que mudará a nossa vida".

Pois é. A alegria não encontra-se nos eventos externos.É um estado de espírito. E é uma escolha, como todas as coisas na nossa vida.

Maria Bethânia, no documentário "Música é perfume", falando sobre o "Samba da bênção de Baden Powell e Vínicius", diz que essa música é, na sua opinião, uma "música-chave" para a vida, por causa de versos assim: "é melhor ser alegre que ser triste"...

Permito-me viajar um pouco mais nos versos do "poetinha", que, depois de afirmar que "alegria é a melhor coisa que existe", ainda diz:

"A tristeza tem sempre uma esperança:
a de um dia não ser mais triste não".

1 comentários:

Adorei seu blog tb! Você escreve muito bem.
Muitas coisas em comum Vander.

Sucesso e beijos

12:59 PM  

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