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Sobre lições aprendidas

Esta é para Larinha:

A lição de Coralzinha

Era de manhã.
Mamãe coral saiu para fazer uma rápida visita a alguns ninhos de passarinho e conseguir alimento para Coralzinha, que ainda dormia.

Mamãe Coral era o terror dos filhotes que ainda não podiam voar e se aproveitava daquela horinha boa do amanhecer para buscar suas presas. Ficava escondida esperando mamãe pássaro sair e, então, de mansinho, chegava no ninho.

Coralzinha adorava ficar sozinha. Vaidosa e colorida, adorava os anéis que tinha em volta do corpo. E, assim que mamãe saía, bocejava gostosamente e arregalava os olhinhos perguntando-se a quem iria pregar sustos nessa manhã.

Sobrava para as crianças que passavam por perto, indo para a escola. Morriam de medo quando ela exibia seu pequeno corpo colorido que brilhava sob os raios do amanhecer. Era um susto só.

Certa vez, pendurou-se no cipó e ficou dançando bem na frente das crianças que, na correria, derrubaram cadernos e lanches no caminho. Naquele dia ela riu tanto, que acabou tendo dor de barriga...

Mamãe Coral não se cansava de advertir que não brincasse assim. Que humanos são cruéis e poderiam fazer-lhe algum mal. Mas ela nem ligava. Era muito divertido a correria que ela, tão pequenina, já conseguia provocar.

Nesse dia não foi diferente. Mamãe saiu e logo logo, lá estava Coralzinha fazendo arte. Só que era sábado e não passou nenhuma criança. Quem passou foi um lavrador. Ela o fitou e começou a se preparar para vê-lo correr. Primeiro, deslizou o corpinho suavemente entre as folhas. Ele não se mexeu. Então, ela se virou de frente e abriu a boca, mostrando a lingua e suas pequenas presas. Mais uma vez, ele não se mexeu. Então, desconfiada, Coralzinha, decidiu fazer uma última tentativa: ia usar o cipó para se pendurar.

Mas, foi exatamente nesse instante que sentiu algo bater forte em seu corpinho. O impacto foi amortecido pelo tronco em decomposição onde ela e mamãe Coral moravam. Só então ela se deu conta dos riscos que estava correndo. Viu o homem com um grande pedaço de pau, pronto para bater de novo.

Ainda bem que o homem também estava assustado. Aproveitando disso, ela se escondeu entre as folhas. Se tivesse um espelho teria visto como perdeu toda sua graciosa cor nesse momento. Sobrou apenas o vermelho, cor do susto!

Vermelha e de olhos arregalados, Coralzinha começou a entender que precisava escutar os conselhos de mamãe.

3 comentários:

Mãe dâ conselhos sábios, a inocência já não é mais permitida, porque as pessoas podem não entender. A crueldade ronda a todos.
Abraços!

12:37 PM  

... vander vim te agradeçer pela històrinha que você fez para mim adorei viu!!!!!!!!!!!beijos!

6:01 PM  

Oi, Vander! Bonitinha a história. Mas gosto mais de você escrevendo para adultos. A história do bebê que não parava de chorar ficou bem viva na memória.
Beijão!

9:47 AM  

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