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O Ministério da saúde lançou um edital para compra de 15 milhões de lubrificantes para relações íntimas, com gastos estimados em 40 milhões de reais. O Deputado Miguel Martini está entrando com uma ação para barrar a compra. Martini já questionou, na justiça, a distribuição de uma cartilha do Ministério, com ilustrações sobre o uso de drogas e relações sexuais. Segundo o Deputado, a cartilha ensinava a usar crack e cocaina e, ainda, ensinava como comprar ecstasy.

Não tenho por hábito ser falso moralista. Mas, os argumentos do deputado de que "em um país onde está faltando remédios e há pessoas morrendo nas filas dos hospitais, comprar 15 milhões de lubrificantes para dar mais conforto na relação anal e vaginal é uma piada de mau gosto" são fortes o suficiente para me convencer.

A saúde sempre foi um verdadeiro "calcanhar de Aquiles" para os governantes. E, especialmente no Brasil, ainda estamos vivendo a era em que as pessoas morrem nas filas por falta de atendimento, onde falta desde médicos até remédios nos Centros de saúde, onde a população não consegue acesso a consultas especializadas e erros médicos acontecem com frequência. Então, o bom senso nos mostra que o Brasil ainda não é a Holanda e, assim, há coisas mais urgentes reclamando atenção e, principalmente, verbas.

Como dizia meu amigo José Altino, "primeiro as coisas primeiras"...

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